quarta-feira, 22 de abril de 2009

Sem você

Aos 18, me sinto com 60. Me comporto como se tivesse 60. Minhas costas doem, meus olhos embaçam, minhas mãos tremulam, meu corpo enfraquece. Minha mente já não pensa, me esforço para lembrar aquele telefone que eu ligava todos os dias. Meus sonhos desabaram, meus objetivos estão em ruínas. Aquela velha agenda telefônica não é usada há anos. Aqueles cadernos que um dia foram usados para descrever minhas alegrias hoje se encontram amarelos, trancados na última gaveta. Aquela camiseta favorita não é usada desde a nossa ultima vez juntos. Depois de você não há nada. Não há verde nem azul, não há cheiros, não existe o doce nem o azedo. É tudo incolor, inodoro, insípido. Tudo é tom de cinza, cheira a fumaça, tem textura de areia e gosto amargo. Saudade de você? Não, apenas o vazio da tua ausência, já não dói, não queima e não arde, apenas enfraquece.

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